Review: Dragon Quest VIII

Por: André Breder Rodrigues

Ficha Técnica:

Ano de lançamento: 2005
Produtora: Square-Enix\Level 5
Gênero: RPG
Número de jogadores: 1

Introdução

Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King foi o primeiro (e até agora único) jogo desta lendária franquia que eu joguei. Mas acho que eu não poderia ter começado de forma melhor, pois trata-se de um RPG simplesmente “fodástico”!

Lançado em 2005, de forma exclusiva para o PlayStation 2, o game se mostra como é totalmente possível fazer um RPG bem nos moldes dos clássicos mas trazendo ao mesmo tempo gráficos e sonoridades de cair o queixo! É quase como se pegasse algum RPG da era dos consoles de 8 ou 16 Bits e fizessem um remake em 3D, pois Dragon Quest VIII é “descaradamente” um RPG tradicional tão bom quantos os que eram lançados antigamente.

A história do jogo

O enredo de Dragon Quest VIII mostra o pobre rei Trode, que foi transformando numa criatura horrenda (bem parecida com o Yoda de Star Wars) por Dolmaghus, um bobo-da-corte que acabou dominado por um cetro maligno, que deu ao mesmo imensos poderes.

Para piorar a situação a (antes bela) princesa Medea também sofreu uma transformação nada agradável por meio das mãos de Dolmaghus, passando a possuir a forma de uma égua!

Juntamente com Trode e Medea está o protagonista (cujo nome fica a cargo de cada jogador), que misteriosamente escapou ileso de ser atingido por qualquer maldição.

Os três partem para uma missão onde devem encontrar e desafiar o maldito Dolmaghus, pois esta parece ser a única maneira de livrar, tanto o rei quanto a pobre princesa, da maldição que os aflige.

Batalhas por turnos… totalmente tradicionais!

As batalhas de Dragon Quest VIII são por turnos, assim como foi nos games anteriores da franquia, e os produtores não tiveram intenção nenhuma em inovar tanto nesta questão.

Fãs dos RPGs mais antigos não terão nenhuma dificuldade em travar batalhas no jogo. Há habilidades e magias que podem ser usadas durante os combates com os inimigos, naturalmente, e fazer o uso certo de cada uma destas formas de batalha é necessário para sair vitorioso de maneira mais tranquila.

Mesmo que a príncipio a força bruta dos personagens pode dar conta do recado, a medida que o jogador vai avançando no jogo ele irá encontrar batalhas que exigem mais inteligência e sabedoria em utilizar os golpes certos, do que simplesmente ficar apertando os botões a esmo.

Para deixar os heróis mais aptos para sair vitoriosos nas batalhas, cada um deles possui 5 quesitos que podem ser melhorados à medida que se ganha experiência, e consequentemente, melhora seus níveis: 3 correspondem às armas que cada um pode utilizar, outro para o combate com as mãos nuas e um atributo exclusivo de cada personagem.

Agora pelo menos houve uma grata novidade em Dragon Quest VIII para incrementar o sistema de batalhas: trata-se do comando “psyche-up”, que faz com que os personagens possam acumular suas forças para posteriormente desferir ataques mais contundentes em seus inimigos. Este comando pode ser usado até quatro vezes seguidas, fazendo com que a “tensão” do personagem alcance o nível 100, podendo então mandar ver ataques literalmente devastadores em seus oponentes!

Gráficos

Os gráficos do game utilizam o efeito Cel Shading, que é um conjunto de técnicas empregadas na renderização de imagens 3D de modo que o resultado final se assemelhe ao de desenhos em 2D! Ou seja, ao jogar Dragon Quest VIII você tem a nítida sensação de estar controlando um desenho animado! A oitava versão foi o primeiro jogo da série totalmente em 3D, e os produtores não tiveram preguiça em criar um mundo vasto para ser explorado pelos jogadores! Até mesmo um simples vilarejo é enorme, cheios de locais para visitar! Os cenários do jogo são os mais variados possíveis: o jogador irá se aventurar em cavernas, castelos, desertos, florestas, áreas com neve, etc

A riqueza de detalhes é imensa! Você poderá, por exemplo, subir em uma montanha e de lá avistar locais que poderão ser explorados, graças a profundidade do mundo de Dragon Quest VIII!

O design dos personagens e monstros do jogo não poderiam ser melhores: todos foram feitos pelo talentoso desenhista Akira Toriyama (para quem não sabe o mesmo da série Dragon Ball) que trabalha na franquia desde o seu início e portanto, faz com que Dragon Quest VIII seja totalmente familiar aos olhos dos jogadores veteranos que acompanham a série desde épocas passadas.

Sonoridade

A trilha sonora de Dragon Quest VIII é fantástica! Só para se ter uma noção do cuidado que os produtores do jogo tiveram em relação aos temas musicais do game, basta citar que cada música foi tocada e gravada pela Orquestra Filarmônica de Tóquio, sob regência do compositor Koichi Sugiyama, que é outra figura lendária dentro da franquia Dragon Quest! Tudo é tão perfeito que os temas musicais passam ao jogador a gostosa sensação de estar no meio de um desses filmes medievais e épicos que todos estamos acostumados a assistir!

As músicas são bem variadas, indo de temas mais calmos e leves, até músicas agitadas e extremamente empolgantes (como os temas de batalhas)! Koichi Sugiyama é tido por muitos como um dos maiores compositores de video games de todos os tempos, sendo que até mesmo talentos como Nobuo Uematso, que compôs as trilhas dos games mais clássicos da franquia Final Fantasy, é fã declarado do mestre!

Os efeitos sonoros também estão totalmente condizentes com clima divertido do jogo, sendo que não há do que reclamar deles. Agora vale destacar o trabalho na dublagem dos personagens na versão americana de Dragon Quest VIII ( na versão do game lançada no Japão os personagens não tinham vozes) que ficou muito boa! Como o jogo se passa em um mundo medieval, foram escolhidos de forma proposital dubladores ingleses para que o sotaque dos personagens fosse algo totalmente perceptível. Ou você acha que alguém que tenha vivido na idade média tenha um inglês com sotaque americano?

Jogabilidade e Dificuldade

A jogabiliade do jogo é bem básica e simples, onde qualquer veterano em games do gênero não terá problema algum. Os menus, tantos os dos períodos de batalha quanto os dos períodos normais do jogo, são todos bem fáceis de mexer.

Mas agora vamos falar do que realmente pode ser uma dor de cabeça para jogadores mais impacientes: a dificuldade do jogo vai aumentado de forma considerável a medida que se avança na história de Dragon Quest VIII, fazendo com que cada nova etapa seja bem mais complicada do que a anterior, o que acaba obrigando o jogador a passar horas e horas lutando contra monstros para subir os níveis de seus personagens e então melhorar seus atributos.

Procurar comprar sempre as melhores armas e armaduras disponíveis também ajuda, mas o que faz a diferença entre a vitória ou derrota do jogador está mesmo na questão de sempre ter que elevar o nível dos personagens para que ele esteja pelo menos no mesmo nível dos inimigos de uma nova área do jogo. Vale citar também que em Dragon Quest VIII existe uma bacana passagem do dia para a noite, e vice-versa, sendo que nos períodos noturnos os monstros são ainda mais perigosos.

Conclusão

Dragon Quest VIII é um RPG tradicional que utilizou de maneira sábia todos os recursoso gráficos e sonoros do PlayStation 2, fazendo dele um dos melhores games do gênero no 128 bits da Sony! Se você que está lendo esta análise é um fã de RPGs das gerações passadas, principalmente da era 16 bits, e ainda não jogou Dragon Quest VIII, tem grandes chances de amá-lo eternamente após jogá-lo!

Nesta análise evitei ao máximo dar grandes detalhes sobre o jogo e o desenrolar de sua trama para evitar desagradáveis spoilers, que em um game de RPG onde a história é o fator principal, se torna algo totalmente impordoável! Por isso tenha certeza que Dragon Quest VIII é ainda um game muito mais grandioso e profundo do que é mostrado nesta análise!

15 Responses to “Review: Dragon Quest VIII”


  1. 1 Kratos Imortal abril 7, 2009 às 9:08 am

    Não curto RPGs mas fiquei babando pelas imagens desse daí! Parece que é um desenho animado mesmo!

  2. 2 SirBlack abril 7, 2009 às 5:49 pm

    Não é surpresa o fato de Akira Toriyama ter desenhado o game,
    dá para perceber a semelhança do personagem principal com
    gohan, goku e semelhantes (principalmente quando a tensão chega
    a 100 e seu parceiro sendo a COPIA do Trunks =D
    Agora fiquei interessado nesse game !

  3. 3 Me abril 9, 2009 às 2:12 am

    Esse jogo é simplesmente FODA. MUITO FODA!!
    Concerteza está entre os melhores rpgs do ps2.

  4. 4 Samuel Batista abril 15, 2009 às 1:06 am

    Esse é O JOGO que me faz ter uma vontade desgraçada de adquirir um PS2! Lembro que quando vi o anúncio de um Dragon Quest em cell shading, com o Toriyama ainda a cargo do character design e que seria produzido pela Level 5 eu não tinha a menor dúvida de que o resultado final seria nada mais nada menos do que um jogo arrasa quarteirões. E se tratando de Dragon Quest já podia se concluir que os jogadores mais saudosos iriam se esbanjar com o tradicionalismo da série!

    Acho dificil eu comprar um PS2 mas a possibilidade de eu comprar um PS3 é grande, se der vou tentar mineirar um modelo que possua retrocompatibilidade com os jogos antigos!

    André, mais uma vez você tá de parabéns pela análise e parabéns também pelo novo blog. Muito sucesso!

    Abraço!

  5. 5 André Breder abril 15, 2009 às 1:42 am

    Valeu Samuel pela força! Se um dia você comprar um PS3 aconselho a comprar mesmo um modelo com retrocompatibilidade, vai sair mais caro, mas no entanto você terá a imensa “gameoteca” do imortal PS2 a sua disposição, fora os jogos imperdíveis do PS3 (como Metal Gear Solid 4, por exemplo).

  6. 6 Fabrício Flausino abril 23, 2009 às 11:30 am

    Nossa, Dragon Quest 8!!! Esse eu me senti de volta a geração 16 bits ao jogar, pois ele é tradicional ao extremo! Belíssimo RPG! Passei umas 80 horas da minha vida para terminá-lo e ainda não fiz tudo nele! Enix fazendo a diferença mais uma vez!

  7. 7 aero87 maio 5, 2009 às 8:18 pm

    André, pretendo introduzir esse jogo na lista dos melhores rpgs do PS2… quero saber se posso adicionar um link para o seu review no tópico

  8. 9 hélio platini gondim da fonseca maia dezembro 15, 2009 às 5:31 pm

    nossa muito legal cara / mas mudando de assunto eu zerei dragonquest 8 com umas 110 horas de jogo e zerei completo ele tem dois finais aí se vc não zerou ele ainda te dessafio a zerar
    o jogo é muito massa aí se for jogalo aconselho vc a ter muita paciência pois vale apena

    platini:vc ta de parabems pelo seu esfôrço no blog valeu cara
    se precisar de ajuda com perssona 3 ou outro rpg que eu ja tenha zerado entra em comtato [helioplatini73@gmail]

  9. 10 Peterson dezembro 31, 2009 às 4:55 pm

    mais e aeew,oque voces tem a dizer sobre a serie de GoD Of War? todos eles do 1 ao 3 que estara pra playstation 3, nUss e eu que achei q god of war é o significado de RPG.

  10. 11 Elton Menezes janeiro 22, 2010 às 8:37 pm

    JOGO MARAVILHOSO!!!
    pena que o meu tá dando uma bronca na parte em que você vai entrar no castelo destruido =(

  11. 12 Thiago abril 23, 2010 às 9:05 am

    Nossa… Melhor jogo de rpg que ja joguei!!!

    Mapa gigantesco, podendo ir para todos os lugares…

    FANTÁSTICO!!

  12. 13 thiago julho 1, 2012 às 1:49 pm

    caraceu vou te dizer k jogo MAAAAAAAAAAAASSSSSSSSSSAAAAA!!!!

  13. 14 sonic power outubro 18, 2012 às 8:07 pm

    esse jogo e o bicho cara!!!


  1. 1 TOP 10 RPG de PS2 - 6 ao 4 « Lista de Games Trackback em maio 5, 2009 às 10:24 pm

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