Review: Black

Por: Sérgio Oliveira

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Ficha Técnica

Ano de Lançamento: 2006

Produtora: Criterion Games

Gênero: FPS/Ação

Número de Jogadores: 1

 

Fugindo à regra das produtoras de jogos de tiro em primeira pessoa que buscavam cada vez mais realidade gráfica e tática em seus jogos, a Criterion Games resolveu trazer para os FPS a mesma ação e adrenalina dos já conhecidos jogos da série Burnout. Black reúne qualidade gráfica, destruições, matança e explosões de sobra em um só lugar.

 

Prenda a respiração e mande tudo pros ares

920901_20051101_790screen006 A falta de uma história concreta para o jogo deixa bastante claro o objetivo da produtora: “ação, bala pra tudo que é canto e explosões”. Graças a equipe compentente de programadores, Black é o típico do jogo que faz uso de 99% dos poder de processamento do PlayStation 2 sem comprometê-lo em nada. Os gráficos são excelentes, com personagens bem detalhados, cenários muitíssimo bem trabalhados e armas extremamente bem modeladas – você consegue ver os detalhes dos botões das armas e observar em detalhes como elas são recarregadas.

920901_20060114_790screen001 O ritmo do jogo é alucinante do começo ao fim e exigirá do jogador cada vez mais ação a medida que as fases vão se desenrolando. A primeira fase cumpre o papel de tutorial do jogo – você começa com uma pistolinha mas logo encontrará metralhadoras, shotguns e até mesmo lança-chamas, e descobrirá que pode encher portas de tiro para que elas abram. Como num piscar de olhos você se encontrará no meio de um tiroteio sem fim e terá sua visão coberta por muita fumaça e poeira levantada pelas balas atingindo objetos e paredes por todos os lados.

Não raramente você se econtrará encurralado no meio de vários inimigos e levará tiro por tudo que é lado – os inimigos não poupam munição. Aliás, ao contrário dos muitos FPS que existem porai, munição não é problema em Black. Cada inimigo morto deixa de 2 a 3 cartuchos para sua arma – então pode gastar a vontade. Mas se mesmo assim você estiver com falta de munição e cercado de inimigos, não se desespere, pois o que mais tem no cenário são objetos para serem destruidos e explodidos – ah, as explosões, elas são belas e inúmeras!

920890_20050906_790screen002 Um dos pontos fortes de Black é a sua singularidade quanto aos objetos que podem interagir com o personagem (leia-se destruidos). A física desenvolvida pela Criterion para Burnout foi bastante melhorada e aplicada em Black – ao contrário dos jogos de FPS para PS2 anteriores a ele, em Black você pode destruir praticamente 70% de tudo o que você vê pela frente, desde pequenas caixas até a construções inteiras. Fora isso, a quantidade imensa de barris vermelhos inflamáveis distribuidos pelos cenários fazem com que a ação fique mais alucinante e empolgante ainda – mande algumas balas lá e veja seus inimigos virarem churrasquinho voando pelos ares – isso sem contar as explosões em cadeia caso hajam mais barris ou veículos próximos ao local da explosão: é show pirotécnico garantido.

 

As balas não são tudo

920890_20050520_790screen005 Mesmo com o forte apelo a tiroteios e explosões, Black consegue se destacar também por outros aspectos menos perceptivos aos gamers casuais. Os efeitos sonoros do jogo são dignos de produção hollywoodiana: o barulho dos tiros em um tiroteio pesado fazem com que a sensação de estar em campo de batalha seja maior que o normal, a trilha sonora do jogo dita o ritmo da ação do local de batalha – com frequência ela pára e fica muda, indicando a “tranquilidade” do local e volta estridente de repente indicando um momento de tensão de uma batalha que está prestes a ser travada. O uso do Home Theater é aconselhável a todos aqueles que gostam de otimizar a experiência com o jogo.

920901_20051101_790screen003 A inteligência artifical dos inimigos é outra coisa que chama atenção. Eles são capazes de se esconder para recarregar suas armas, mudar de localização para não serem alvos fáceis e até mesmo correrem atrás de você para te encher de bala. Em algumas situações os inimigos que utilizam shotguns tentarão se aproximar o máximo possível para te causar mais dano ainda, já que a arma não funciona tão bem a longas distâncias.

A física do jogo é algo incrível e o seu ponte mais forte. Os personagens têm movimentos harmoniosos e extremamente suaves. Experimente encharcar o corpo de um cidadão com balas e você verá que o corpo dele (ainda vivo) reagirá extamanente aonde a bala atingiu. Experimente dar uma acariciada com a shotgun pra ver o inimigo voando lá longe. Extremamente bem trabalhada, a física ainda é responsável pela poeira e fumaça que corre solta nos frequentes longos tiroteios. Cadáveres e marcas de bala nas paredes ficam por algum tempo para registrar os “acontecimentos” no local também.

A iluminação é um show a parte e faz com que os cenários se tornem muito mais realistas. Os feiches de luz podem ser vistos com clareza em vários locais das fases e a intensidade luminosa varia de acordo com o ambiente e do cenário. Pode-se perceber luzes frias em fases à noite, luzes duras à meio dia em ambientes à céu aberto. Alguns refletores também estão presentes em locais fechados iluminando locais específicos com seus feiches de luz visíveis. Cinema perde.

 

Adrenalina que vai embora

920901_20051101_790screen005 A primeira vista o jogo realmente empolga e é capaz de entreter por algumas horas, porém a falta de uma história específica e até mesmo a falta de desafios ao longo do jogo fazem com que a adrenalina sentida inicialmente na primeira hora de jogatina se dissolvam na mesmice de todas as fases: destruição e matança. A falta de um modo alternativo de jogo também é uma das falhas da produção – não existem as opções de Multiplayer e On-line, que seriam bem interessantes tendo em vista a mecânica geral do game.

Talvez por isso o jogo seja tão curto – são apenas 7 fases que, se bem exploradas, podem render em torno de 6 horas de muitas explosões, objetos detonados e inimigos mortos antes de finalizar o game. Algumas delas são bem curtas, outras já são bem longas, exigindo algo em torno de 1 hora para alcançar todos os objetivos.

 

Conclusão

O forte apelo cinematográfico das explosões do jogo e seu repetimento constante não chegam a atrapalhar o encanto que o game pode causar. Black é um FPS que, apesar de repetitivo, exigirá uma certa técnica do jogador para finalizá-lo, principalmente no modo mais difícil (Black-Ops). Jogadores experientes nesse tipo de jogo poderão ficar impressionados com o detalhe exibido na antiga, mas ainda viva, plataforma da Sony, mas terão uma certa facilidade em fechá-lo.

Para os jogadores que não são muito fãs desse tipo de jogo poderão ter a curiosidade de tentá-lo e não se decepcionarão – a qualidade gráfica, a fácil jogabilidade – mais simples do que os demais jogos de FPS – e a linearidade das fases contribuirão para uma jogatina cheia de ação e adrenalina, porém bastante agradável.

Black é o típico do jogo que marca os seus jogadores não pelo que representa, mas pelo que apresenta. Talvez pela, digamos, avançada idade do PlayStation 2 na época que foi lançado (2006) o jogo passou meio despercebido, mas com certeza é um daqueles que devem ser jogados e apreciados por todos os fãs do gênero e do console.

16 Responses to “Review: Black”


  1. 1 André Breder abril 12, 2009 às 7:52 pm

    Ficou fera a análise! Confesso que ainda não joguei Black, mesmo tendo lido aqui e ali vários elogios ao game.

    O lance é que eu não sou muito bom no gênero FPS, e por isso acabei não dando uma oportunidade para Black ainda, mas depois de ler esta análise fiquei bem mais motivado a fazê-lo! E Sérgio, seja bem vindo a equipe do blog!

  2. 2 Sérgio abril 12, 2009 às 10:10 pm

    Eu também não sou fã desse tipo de game – na realidade eu fico muito nervoso e ansioso jogando eles, mas confesso que Black me surpreendeu bastante e se tornou o meu FPS favorito em pouco tempo.

    O primeiro review demorou mas saiu né? Obrigado pelo convite e pela oportunidade de participar do blog André! Estamos ai pro que der e vier!

  3. 3 Kratos Imortal abril 13, 2009 às 9:55 am

    Bela análise! E seja bem vindo a “gang” Sérgio!

  4. 4 Samuel Batista abril 15, 2009 às 1:00 am

    Eu sou fanboy desse jogo, no meu caso joguei no Xbox (onde o jogo é mais bonito ainda, é fato!), e o único defeito que eu consegui encontrar foi a falta de um modo multiplayer… tanto offline quanto online.

    A primeira vista algo que me incomodou bastante foi o lance da história e o fato da personagem não poder pular! Mas depois, racionalizando o jogo eu vi que aquilo dali realmente estava correto!

    O “Black” do nome do jogo vem de “Black Ops” e é o que você faz no jogo: você é um criminoso que para salvar a própria pele se vê obrigado a se tornar um mercenário do governo e participar das missões Black Ops, que são missões que “nunca” aconteceram oficialmente falando! E quanto ao fato do personagem pular… assista à um replay de uma partidade de Counter-Strike, Unreal, Team Fortress ou Halo e veja como é rídiculo todo mundo pulando e se agachando durante o tiroteio. Agora imagine uma guerra de verdade com os soldados fazendo a mesma coisa!😀

    Quanto ao review, ficou realmente espetacular! Eu só atentaria para uma única coisa. Pelo que foi dito o jogo realmente parece fácil e bem esbanjador em termos de medkits mas isso só acontece se você jogar no Easy pois do modo Normal ao Black Ops a coisa só tende a piorar e ficar realmente escassa!

  5. 5 Sérgio Oliveira abril 15, 2009 às 1:12 am

    Opa, muito bem observado Samuel. Esqueci de mencionar de onde vem o nome do jogo, Black, mas você já falou tudo. Inclusive, pelos vídeos que rolam antes de cada missão, dá pro cara ver que esse “nunca aconteceram” se escavacarmos um pouco e fizermos algumas analogias, de repente aconteceram mesmo. O que pode ser um pouco difícil é abstrair isso do próprio jogo, que pouco fornece informações desse tipo.

    Se a análise causou uma má impressão nesse sentido de ser fácil, eu peço desculpas porque realmente não tinha intenção – pelo contrário. Em algumas fases o cara roda bastante pra completar, principalmente se estiver querendo completá-la 100% para ter acesso às armas de prata com munição infinita. A última fase do jogo é massacrante e eu demorei mais de mês pra conseguir passar dela no modo difícil (to falando sério, mas também eu sou ruim nesse tipo de jogo).

    A idéia é que, para os jogadores mais experientes, o negócio seja um pouco fácil no sentido de você não ter que adotar, por exemplo, várias estratégias, técnicas e táticas para passar das fases, já que, como tudo é mais ou menos linear, fica fácil completar os objetivos básicos. Agora se quizer completar todos, o cenário é bem amplo, o mapa em alguns casos enorme e ai sim o negócio fica interessante – principalmente no modo black-ops como você falou😀

    Valeuzão pela sua participação, enriqueceu bastante a análise😀

  6. 6 XandeR abril 15, 2009 às 10:51 pm

    Eu compararia Black ao filme do Rambo, tiro pra todo lado e muita diversão.
    Parabens pelo blog!!

  7. 7 Alex Souza abril 22, 2009 às 2:45 pm

    Concordo com o xander! eu mi sinto o rambo ao jogar black!

  8. 8 The Killer abril 25, 2009 às 10:01 pm

    Black é o melhor fps que existe! Completamente viciante essa porra! Ficou muito fera a analise deu ate vontade de jogar agora mesmo.

  9. 9 P.A. abril 30, 2009 às 11:18 pm

    Quando um amigo me emprestou e disse: Jogue que eu tenho certeza que você vai curtir… Ele acertou em cheio!

    Eu adoro FPS! Sou apaixonado… Fiquei bem impressionado com os gráficos do jogo!
    Quando vi que as portas não tinham maçanetas e só se abria elas com tiros, fiquei loko! Aew eu xonei! =P

    Belo review Sérgio!

    Abraços!

  10. 10 Fail~ outubro 1, 2009 às 2:01 pm

    Pqp!

    Samuel falou tudo! =D

    Sempre pensei comigo…um jogo espetacular…perfeito (na minha opinião)…mas o personagem não pula.

    Ahuahauhauhauhauah!

    Realmente tem esse lado q vc comentou ai!

    Fã³³³ de Black!

    ;D~

  11. 12 wellington abril 5, 2010 às 1:46 pm

    Gostaria de saber como faço para passar a fase black do jogo black na Fundicion Naszran pois ja destrui tudo e peguei todos os objetos possiveis mais fica faltando sempre 4 objetos de destruição e não tam mais nada para destruir pois ja detrui um caminhão no começo da fase, um trator, um guindaste, 4 tanques vermelhos, duas bombas de cmbustivel e um caminhão com combustivel e a torre, na sungunda etapa um carro de carregar objetos, uma maquina na primeira fabrica, dois tanques gingantes, um carro, outra maquina de carregar objetos, sem contar as maletas e papesi vermelhos e tambores vermelhos que pego ou destruo e notbooks, na parte 3 dessa fase destruo 4 maquinas de fazer balas e 3 tanques da fabrica de armas, sem contar os papeis, notbook, maletas, caixas, 2 tanques gigantes(que não contam na contagem de objetos destruidos) e a fese termina e so consigo 29 de 33, sendo 4 charjeta(ok), 5 papeis(OK, armamento 1(OK),reconhecimento 1(OK) e a parte que falta, que é destruição(18+1+1+4+5=29), não consigo completar pois não tem mais nada para destruir.Como passo desta fase?

  12. 14 Luiz maio 19, 2011 às 1:48 pm

    Pegue o macete no site detonados! eu estou na fase da ponte! conseguir! mas fiquei uma semana tentando sempre ficava faltando um ou dois objetivos!

  13. 15 danilo outubro 20, 2011 às 6:35 pm

    Se vira ue tb nao sabia + que e realmente bom tem que se vira da um jeito kkkkk

  14. 16 Gabriel maio 12, 2012 às 7:18 pm

    o jogo tem 8 missões e não 7; ja fechei ele só acho que faltou um pouco mais de sangue como no Halo, fora isso o jogo é impressionante


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