Review: X-Men Origins – Wolverine

Por: André Breder Rodrigues

Ficha Técnica:

Ano de lançamento: 2009
Produtora: Activision / Raven Software
Gênero: Ação (Hack N’ Slash)
Número de jogadores: 1

Introdução:

Games baseados em filmes normalmente resultam em belas porcarias. Na maioria da vezes isso ocorre porque os produtores não tem tempo suficiente no desenvolvimento dos jogos, que devem ser lançados simultaneamente com o filme, e os resultados acabam sendo meia-boca. X-Men Origins – Wolverine é um game que, surpreendentemente, consegue fugir a esta regra, pois mesmo ele não sendo uma maravilha, também está longe de ser ruim. É um jogo mediano, mas que tem o suficiente para divertir o jogador, ainda mais se ele for fã do mutante Wolverine.

A história do game é baseada no filme, mesmo não seguindo o roteiro da obra cinematográfia a risca, mostrando porque Logan ganhou o codinome de Wolverine, e como ele teve seu esqueleto revestido com o metal indestrutível chamado Adamantium.

X-Men Origins – Wolverine se encaixa dentro do gênero Hack N’ Slash, sendo bem similar aos games da franquia God of War, só que sem a grandiosidade da franquia da Sony. Se nas aventuras de Kratos o jogador se vê dividido entre momentos de pura retalhação dos inimigos e outros onde ele tem que usar a “cuca” e resolver alguns puzzles, em X-Men Origins – Wolverine o jogador só terá mesmo que se preocupar em “rasgar” os inimigos com as guarras de Logan, pois os puzzles aqui são praticamente inexistentes.

Os poderes mutantes de Logan!

Mesmo sendo um game mais limitado, é legal ver como os produtores tiveram o devido cuidado em relação aos poderes mutantes de Wolverine: o fator de cura é sem dúvida o poder mutante mais útil. Sempre que Logan sofre um dano ele vai recuperando, aos poucos mas de forma imediata, sua barra de energia. Se estiver levando uma surra dos inimigos, ou de algum chefão mal encarado, o jogador não deve ficar com vergonha de fugir e manter distância, até que sua energia se recupere completamente. Que o Bruce Willis me perdoe, mas quem é duro de matar é o Wolverine!

Os sentidos super-aguçados (Feral Sense) de Logan também estão presentes no game e são altamente necessários para se prosseguir na trama do mesmo. Em certo estágio do game, por exemplo, Wolverine terá que ir atrás de um inimigo e para isso terá que seguir seu rastro, fazendo com que seja obrigatório o uso de seus poderes mutantes para pegar sua “presa”. Haverá também no game inimigos que irão ficar invísiveis e que só poderão ser indentificados por meio dos super sentidos de Wolverine.

Outra habilidade primordial no game é o “Lunge”, que permite que Logan possa literalmente pular em cima do inimigos para assim cravar suas garras neles, e também serve para que ele seja capaz de atravessar obstáculos que se encontrem em seu caminho. Muitas vezes Logan terá que usar de forma obrigatória esta habilidade para poder prosseguir no jogo.

Assim como já estamos acostumados em ver em outros games do gênero, como God of War e Devil May Cry, em X-Men Origins – Wolverine cada inimigo derrotado deixa orbs (ou “bolas de energia”) que são necessárias para se fazer “upgrades” nas diversas habilidades de Logan.

Gráficos e Sonoridade

Em termos gráficos X-Men Origins – Wolverine está longe de ser o mais belo game já lançado para o PlayStation 2, mas também não faz feio. Logan e os demais personagens do game estão bem feitos, e contam com uma animação decente. Os cenários, bem diversificados, são bem montados e retratam de maneira convincente os diversos tipos de ambientes em que a aventura ocorre. Um ponto legal de ser observado é que as roupas dos inimigos vão rasgando a medida que Wolverine utiliza suas garras nos pobres infelizes. Pena que há pouco, ou quase nada, de sangue na versão que o PlayStation 2 recebeu de X-Men Origins – Wolverine, pois as versões para PC e para os consoles da atual geração (PS3 e Xbox 360) são bem mais violentas e o sangue jorra pra tudo quanto é lado, tal como deveria ser em se tratando de um game com um personagem violento como Logan. O jogo ainda traz algumas belas cenas em CG, só que infelizmente elas podem até ser consideradas como “raras”, de tão poucas que são.

A trilha sonora do game é regular, e apenas cumpre o seu papel de dar o devido clima ao jogo, não possuindo nenhuma música memorável ou que grudará na mente do jogador. Já os efeitos sonoros são bacanas e bem condizentes com o que é ouvido no filme. Chega a ser “gostoso” ouvir o som das garras de Logan rasgando e retalhando os inimigos enquanto eles gritam de dor ou até pedem por misericórdia. E falando nas dublagens dos personagens, este é o principal destaque da parte sonora do jogo pois traz as vozes dos atores do filme! E eu particularmente não acho que o Wolverine poderia ter uma voz mais bacana do que a do ator Hugh Jackman, portanto não há como não dizer que a dublagem do game é perfeita!

Jogabilidade e Dificuldade

Os controles do game são muito bons. Criar combos dos mais diversos não é uma tarefa complicada, e mesmo aqueles que se limitarem em simplesmente “esmagar” os botões não terá problema em progredir no jogo, já que até mesmo combos ou golpes mais simples são suficientes para eliminar os inimigos. Wolverine é bem ágil, e pode pular, correr e dar “dashs” com extrema precisão e rapidez. Escalar plataformas e pular em cima dos inimigos são outras ações que o jogador tem a sua disposição no game, e que usará em grande parte dele. Até mesmo entrar em estado de defesa é possível, amenizando assim os danos causados pelos inimigos.

O game traz diversos níveis de dificuldade que podem ser escolhidos pelo jogador antes de iniciar a jogatina. Mas seja qual o nível escolhido, X-Men Origins – Wolverine está longe de ser um jogo difícil. Apesar dos inimigos sempre aparecerem em grande número, nem mesmo os mais bem armados são capazes de resistir por muito tempo: as afiadas garras de Logan sempre cumprem a risca seu papel de retalhar os adversários!

Os chefes também não são complicados, necessitando apenas que o jogador não parta para cima deles feito um “maluco”, e saiba os momentos certos de se defender e atacar. Em algumas batalhas contra os chefes haverá a necessidade de cumprir alguns “Quick Time Events”, onde o jogador terá que seguir alguns comandos que surgirão na tela, que são bem similares aos encontrados nos games da franquia God of War, mas que são bem mais fáceis de serem executados do que os da série criada pela Sony.

E para deixar tudo menos difícil, ainda existem continues infinitos e o game é constatemente salvo, ou seja, mesmo que o jogador encontre uma parte mais complicada no game, bastará um pouco de treino e paciência para poder continuar progredindo na trama de X-Men Origins – Wolverine.

Conclusão

Como deixei claro desde o início desta análise, X-Men Origins – Wolverine é um dos poucos games baseados em filmes cujo resultado final não beira o ridículo. Mesmo não sendo um game inovador, ou mesmo não tendo qualidades suficientes para ser considerado como um dos melhores games já lançados para o PlayStation 2, X-Men Origins – Wolverine é sim um bom jogo e que diverte até o seu final. Os fãs do herói mutante mais casca grossa do universo com certeza irão adorar este game.

7 Responses to “Review: X-Men Origins – Wolverine”


  1. 1 Bode de Boina junho 22, 2009 às 12:55 am

    Jogo bem violento e bem divertido! Bom para fazer um Test Drive.

  2. 3 godØ julho 8, 2009 às 5:41 pm

    Quando eu subo na casa e desço depois, eu não consigo ir pra canto algum.😐

  3. 4 giovanni lima agosto 16, 2009 às 7:16 am

    o que devo fazer para usar a roupa do wolverine no jogo x-mwm origins wolverine, ja estou quase no fim e ainda não consegui

  4. 5 thiago setembro 5, 2009 às 11:52 am

    nao consigo sair da parte do victor creed Responda por favor gostei muito do jogo mas ñ consigo sdair dessa parte

  5. 6 Vinicius setembro 7, 2009 às 11:24 pm

    Estou quase terminando o game, os gráficos são bons, mas poderia ser melhor. A jogabilidade lembra God of Wars, só lembra.

    Existe um grande problema, por muitas vezes, o jogador fica perdido, pois o game não é muito claro sobre os recursos do personagem.

  6. 7 cintia policarpo junho 20, 2012 às 6:52 pm

    o vitor mim joga dentro de um porao ,e ja era


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