Review: Dirge of Cerberus – Final Fantasy VII

Por: Dinhowr80

Ficha Técnica:

Ano de lançamento: 2006
Produtora: Square-Enix
Gênero: Ação/Tiro em terceira pessoa/RPG
Número de jogadores: 1

Introdução:

O jogo tem início com uma bela CG, mas que nos remete ao clássico jogo de 1997. A CG mostra um momento do final do 2º CD (não contarei aqui pra não estragar a surpresa). Após isso, ainda em CG, o jogo nos mostra o misterioso Vincent Valentine sentado em uma cama, acompanhado o noticiário na TV. Enquanto isso, na cidade de Kalm, está acontecendo uma grande festa. Mas como que tudo que é bom dura pouco, uma explosão atinge os muros da cidade e num piscar de olhos, aeronaves invadem a cidade, descarregando muitos soldados. Esses ao atingirem o chão começam a atirar e matar quem está na sua frente. Algumas pessoas são feitas de reféns e colocadas dentro de containers.

Nessa hora, Vincent chega da janela pra ver o que acontece, quando uma das aeronaves atira um míssel onde ele estava. Mas como nosso herói não é bobo, tratou de sair dali e assim começa nossa aventura pelo mundo de Final Fantasy VII.

Quem aí nunca sonhou em rever os amados personagens de Final Fantasy VII? Todo mundo sempre sonhou quando veríamos novamente Cloud e sua trupe em um jogo! Todos os personagens principais estão presentes (exceto a Aeris), mesmo que apareçam somente uma vez (Red XIII). Eles estão exatamente como mostrados em Advent Children, sem tirar e nem colocar nada.

Os locais que visitamos (mesmo sendo poucos), fazem a gente puxar lá do fundo da memória, tudo que fizemos quando estávamos percorrendo eles em FF7. Apesar da grande diferença de tempo entre os jogos, fãs irão reconhecer cada centímetro dos locais visitados.

Gráficos:

Ponto positivo para a Square-Enix,Como de costume em jogos da empresa japonesa, sempre somos agraciados com gráficos de alto nível.

Os personagens estão muito bem detalhados e animados, arrisco a dizer que os gráficos deles superam os de Final Fantasy X. A movimentação é bem realista, com o vento movimentando a capa do Vincent e o cabelo dos personagens.

Claro que possui serrilhados, mas durante a jogatina, não se percebe eles muitos. Como citado acima, revisitar os locais antigos não tem preço,locais (mesmo que poucos) e perceber que os detalhes não foram esquecidos, é um delírio para os fãs(como eu). Só fiquei triste com uma coisa,faltou a S-E incluir Cosmo Canyon que não consta como localidade do jogo.

CGs:

Essa parte mereceu uma análise separada: as CGs do jogo são simplesmente incríveis. Possuem a mesma qualidade do Advent Children. Vocês irão ficar boquiabertos com tamanha qualidade alcançada pela S-E. Duas CGs em particular (sem contar o final) vão chamar sua atenção. Pra não acometer Spoilers só vou fazer duas citações: A Guerra e Antes da fase final. Quando todos virem as CGs, saberão exatamente de quais estou falando. Podem falar o que for: uma CG quando bem feita é indispensável para um jogo. Esqueça tudo referente a computação gráfica. O que a Square-Enix nos oferece está não um, mas muitos passos à frente de qualquer empresa nesse quesito.

Sonoridade

Como fã de Final Fantasy VII, fiquei decepcionado com uma coisa: não há nenhuma música do jogo original. Onde já se viu isso? Umas das trilhas sonoras mais marcantes que existem, foi deixada de lado numa continuação? Vai entender esse pessoal.

Infelizmente as músicas novas não são daquelas que ficam na sua cabeça por muito tempo, como as do jogo original. Tem hora que elas nem são percebidas durante a jogatina,mas elas não chegam a ser ruins, sendo que há aquelas que se destacam e são muito agradavéis aos ouvidos. A música tema de Dirge of Cerberus, mesmo não chegando aos pés das músicas do jogo de 1997, cumpre bem seu papel e a música Redemption, interpretada pelo cantor Gackt, se encaixa bem na temática do jogo.

As dublagens também cumprem muito bem seu papel, sendo que as vozes dos personagens principais, são as mesmas do filme Advent Children, ou seja, dublagens muito bem executadas!

Controles

O grande medo de 100% dos gamers residia nesse quesito. Será que comandar a ação de Vincent seria desastrosa? Felizmente a S-E fez um controle bem fácil de ser aprendido e que não vai deixar ninguém na mão.

A principio os eixos são invertidos (quando vira o analógico pra esquerda ele vai pra direita e quando vira pra baixo, vai pra cima e vice-versa), mas nada que uma fuçada no menu de configurações não ajude. Pra ajudar os menos habilidosos, algumas armas quando tem a mira direcionada para os inimigos, trava a mira neles, facilitando mais o processo.

Temos a opção de andar com a arma na mesma perspectiva que o Leon em RE4 ou até em 1ª pessoa controlando apenas o retículo da mira. Mas a velocidade da movimentação, depende de como você montou sua arma. De resto, podem esperar controles bem agradáveis.

Deixe sua arma da maneira que quiser!

Como citei acima, as armas possuem o estilo de personalização. Durante o jogo vamos adquirindo, ou comprando itens, que trazem diversas modificações pra sua arma. Podemos aumentar o alcance, velocidade de tiro, poder, velocidade para andar com a arma, se tem mira sniper ou não, etc. Temos diversas opções pra customizar da maneira que preferimos. A munição é contada e adquirirmos mais tiros, ao matar os inimigos, comprando nas vitrolas espalhadas pelas fases ou comprando ao final de cada capitulo. Algumas armas tem a opção de fogo secundário, que é ganho quando passamos por cima de marcas azuis no chão. Mas existem muitas outras formas de combinação: quer uma metralhadora com mira sniper? Quer uma shotgun com alcance grande e ainda sniper? É só escolher e montar (mara não?)!

Mesmo se distanciando do padrão RPG (ainda mais sendo Final Fantasy), temos ainda poucas coisas que nos lembrem o estilo: como o clássico “Level” – sim, subimos de level, mas somente ao final de cada fase. Nos é mostrado no final das missões nosso desempenho e quanto de experiência ganhamos. Há ainda o “HP” – sim o jogo tem um indicador de HP e pra recuperar ele adivinha o que usamos? Sim as milagrosas poções, que agora têm limite de carregamento para poucas unidades (e não 99 como nos outros FFs).

Mas nem tudo é perfeito…

Sim, mesmo um fã ardoroso de Final Fantasy VII, em meio a tantas qualidades acha defeitos, mesmo que sejam mínimos.

A história é muito centrada em Vincent e seu passado, não que isso seja ruim, mas pra quem esperava reencontrar todos os personagens e pensava que eles teriam uma participação maior na trama, pode sair um pouco decepcionado, principalmente porque um dos personagens só aparece na CG final.

Os comandos, apesar de serem precisos, fazem você as vezes embolar no meio de uma batalha. Aconteceu algumas vezes comigo, ao sair da visão de mira, me embolar com o controle da câmera. Mas nada de grave e que me fizesse desanimar (fã é foids né).

Os chefes não são carismáticos,apesar do final ser alguém ligado ao querido Sephiroth, não têem o mesmo carisma do vilão de FF7,mas é uma grata surpresa. E o jogo é curto, infelizmente. Com 10 horas de jogatina é possível concluí-lo (vendo as cutscenes e tudo). Quando terminamos, ficamos com o gostinho de quero mais (ainda mais depois de ver a CG secreta ? mil idéias surgem na cabeça).

Conclusão

O jogo não faz feio a Square Enix soube muito bem aproveitar o nome que Final Fantasy VII fez e brindou os fãs do episódio, com um excelente jogo de ação baseado num personagem que ainda possuía a história em aberto. Soubemos um pouco mais sobre o passado de Vincent e Lucrecia (sua amada) e vimos um pouco das maldades de Hojo, pai de Sephiroth (e este guarda uma surpresa para o final).  Para fãs é um jogo que deve ser obrigatório e para quem quer um jogo de ação com temática diferente e algumas coisas novas para o estilo, é um jogo que vai agradar.

9 Responses to “Review: Dirge of Cerberus – Final Fantasy VII”


  1. 1 Cosmão agosto 18, 2009 às 3:24 pm

    Tenho esse jogo, comprei ano passado, joguei por 2 horas e desisti.
    Não me entenda mal (já que é fã de FF7), mas esse jogo é o ponto PODRE da série. Tudo nele parece que foi feito na pressa, não tem o mesmo requinte de um legítimo jogo da série.

    O lance das modificações da arma é bem legal, talvez o único ponto positivo realmente, mas, além da história ser quase que totalmente (eu diria uns 90%) centrada em Vincent, achei os ambientes MUITO iguais, variedade 0 no jogo, o que acaba cansando e enjoando (principal motivo d’eu ter parado).

    Outra coisa: o jogo é fácil. Raras foram as vezes em que caí em batalha, basta ficar esperto com a munição e itens de cura, o resto é simples.

    Bom, fica aí a tentativa da Square de fazer algo diferente com a série, mas a Square já tem histórico disso, quando ela muda seu foco (RPGs), raras são as vezes que ela acerta. Na verdade, só conheço uma, um jogo de nave pra PS1 que ficou famosíssimo.

  2. 2 André Breder agosto 18, 2009 às 5:58 pm

    Termeinei o Dirge of Cerberus no início deste ano (mais precisamente no início do mês de Fevereiro), e foram um pouco mais de 13 horas jogadas para que eu conseguisse terminá-lo.

    Na minha opinião, Dirge of Cerberus está longe de ser a continuação ideal que todos os fãs do Final Fantasy VII original esperavam, mas mesmo assim ele cumpre seu papel de revelar muitos mistérios do personagem Vincent Valentine, dando ênfase a vários fatos interessantes ocorridos em seu passado, que é diretamente relacionado com o passado dos pais de Sephiroth: Dra. Lucretia e Dr. Hojo. Em suma gostei do jogo, mas ele está longe de ser um dos melhores que já joguei do gênero, ainda mais que não sou fã de jogos de tiro.

  3. 3 Sir Kao agosto 18, 2009 às 8:03 pm

    Lembro que desanimei muito com esse lançamento, pois marcou uma época em que a Square Enix estava explorando incessantemente o sucesso de Final Fantasy VII, começando com Advent Children e foi embora.

    Nunca tive coragem de jogar nenhum jogo relacionado ao FFVII, nem mesmo o Crisis Core, pois acho que não há mais o que “futricar” na história, ela já estava boa do modo que foi concebida.

    No demais, ótima análise Breder, você deu sua opinião e mostrou que apesar de tudo o que falam, há vários pontos positivos.

  4. 4 André Breder agosto 18, 2009 às 8:10 pm

    @Sir Kao: “No demais, ótima análise Breder, você deu sua opinião e mostrou que apesar de tudo o que falam, há vários pontos positivos.”

    Opa, fico feliz que tenha curtido a análise, mas ela não foi escrita por mim, e sim pelo amigo “dinhowr80”. Agora não serei o único a escrever análises por aqui.

  5. 5 Dinhowr80 agosto 19, 2009 às 4:21 pm

    Sir Kao se vc é fã de FFVII deveria dar uma chance para o jogo,pois saberia mais sobre a trama do mesmo,a História é muito boa e o Boss final é mara,quanto a Crisis Core tb merece uma conferida pois saber como Sephiroth ficou mentamente pertubado e como Zack se tornou um Soldade de 1ºclasse e um Heroi,é show fora a jogabilidade e os graficos que estão maravilhosos para um portatil,abraços.

  6. 6 Sir Kao agosto 22, 2009 às 6:55 pm

    Puxa, acho que estou ficando velho mesmo! Desculpe dinho, gostei muito da sua análise, parabéns cara.

    Eu quero dar uma chance sim para esses jogos, mas a minha revolta é quanto o cercamento da Square em torno desse jogo, sendo que ela poderia explorar novas temáticas em novos jogos, e isso realmente me cansou um pouco.

    Posso citar Matrix, que era uma idéia genial, e mesmo com toques de mistério, completava a trama com excelência, mas o que houve foi uma exploração “marketeria” nas continuações, o que estragou o enredo.

    Para mim, aconteceu algo semelhante com Final Fantasy VII, não dá para negar que foi uma estratégia de puro marketing da Square Enix, e na minha opinião, alguns mistérios na trama trazem a magia ao enredo.

  7. 7 Richter Belmont agosto 31, 2009 às 3:04 pm

    Me lembro da época que começaram a pipocar na NET as noticias sobre esse jogo ha já alguns anos atrás… e eu pensei: É! Eu preciso de um PS2 urgente. Lembro-me o qnt foi gratificante rever antigos personagens com o devido upgrade técnico, e não um boneco feito com uma dúzia de poligonos com um “quadrado” do tamanho da cabeça no lugar das mãos!

    Mas depois de ver tantas criticas negativas com relação a jogabilidade, nem me animei em pegar o jogo… e até hj nunca tomei vergonha na cara pra testar o jogo… hehehe!

  8. 8 André luiz fevereiro 22, 2010 às 9:14 pm

    até que curti dirge é um fps legal nao é um jogo que seje bom demais tem seus defeitos as vezes fica meio repetitivo . Eu curti mas ele poderia ser mais pro lado rpg acho que ficaria melhor .

  9. 9 André luiz fevereiro 22, 2010 às 9:16 pm

    quero dizer ele é um tps e não um fps como pestei ai


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