Review: Wild Arms 5

Por: -Zero-

Ficha Técnica:

Ano de lançamento: 2007
Produtora: Media Visions
Gênero: RPG
Número de jogadores: 1

Introdução:

Depois de alguns anos recebendo ótimos RPGs, a família Playstation ficou conhecida por ter algumas das melhores plataformas para o gênero, mas em 1996, muito antes do primeiro console se tornar tão popular mundialmente, a Sony publicou um jogo que até hoje permanece na memória daqueles que o jogaram um rpg chamado de Wild Arms. Com um lançamento que causou pouco alarde, o jogo foi um dos primeiros RPGS do console e rapidamente se tornou um clássico. Em uma época em que os jogos em três dimensões não eram tão comuns, a Media.Vision, desenvolvedora do jogo optou por criar um game graficamente parecido com os jogos da geração 16 bits. Porém, devido ao poder do Playstation, Wild Arms possuía gráficos 2D belíssimos, cheio de efeitos e cenários ricamente detalhados. A exceção era nas lutas, já que essa parte do jogo era feita em 3D.

Surpreendentemente o jogo não era ambientado em um mundo medieval e os jogadores eram apresentados ao planeta de Filgaia. O que chama a atenção é que o game mistura fantasia com o as histórias do Velhos Oeste. Você controlará Rudy, um moleque que nasceu com a habilidade de controlar algumas armas de fogo muito antigas, as Ancient Relic Machines, ou simplesmente, ARMs. Após conhecer outros adolescentes, você deverá fazer, adivinhe o que? Salvar o mundo.

Wild Arms foi bem recebido pela crítica especializada, conquistou uma legião de fãs e recebeu inúmeras sequências. Talvez um dos maiores problemas que o jogo tenha enfrentado foi o lançamento de uma gigante logo após sua chegada ao mercado, um jogo conhecido como um dos melhores RPGs de todos os tempos e que se chama Final Fantasy VII. (meio injusto né)

Em 2005 a Sony lançou um remake do jogo para o PS2, intitulado Wild Arms Alter Code: F e que recebeu melhorias na parte gráfica, além de contar com novos personagens e um enredo mais completo. recentemente o jogo também passou a ser vendido através da Playstation Network por apenas US$ 5.99, o que possibilita que o joguemos tanto no PS3 quanto no PSP.

Mesmo sendo considerado mais do mesmo, é errado achar que Wild Arms é um jogo chato ou sem personalidade. O game possui uma boa história, sistema de batalha interessante e uma trilha sonora espetacular. Sem falar que a musica da abertura do clássico para psone é inesquecível. Pode ser difícil de acreditar, mas já se passaram mais de dez anos desde que uma equipe no Japão decidiu misturar Clint Eastwood com fantasia medieval e andróides, criando a hoje tradicional série Wild Arms. Escapando de temáticas enlatadas como a do herói loiro e emo da espada gigante ou as histórias de amor dignas de novelas mexicanas, a franquia conquistou seu espaço devido.E o seu quinto episódio chega para provar novamente que, às vezes, as histórias menos sérias podem ser as mais divertidas.

O quinto game da série!

Wild Arms 5 (chamado estranhamente no Japão de “Vth Vanguard”) conta a história de Dean Stark, o clássico protagonista jovem e exemplo de muita energia e pouco bom senso. Em uma caminhada com sua amiga de infância Rebecca Streisand, os dois se deparam com uma cena peculiar: o braço de um Golem (ou simplesmente um robô gigante) cai do céu, e dentro dele os amigos descobrem uma bela garota – Avril – que só se lembra do próprio nome e das palavras “Johnny Appleseed”. Motivados pela sede de aventura, os três partem em viagem para descobrir o significado por trás desse nome, e eventualmente acabar com um uma trama diabólica para dominar o mundo.

Como nos outros episódios da série, o quinto Wild Arms se passa no mundo fictício de Filgaia, um planeta que mistura paisagens áridas, mineradores, e diversos elementos tradicionais dos filmes de faroeste com toques de alta tecnologia. O cenário, porém, é apenas um dos elementos que podem ser facilmente reconhecidos pelos fãs da série, mas sem deixar de fora quem está acabando de chegar. Além de itens clássicos (como os Lucky Tickets, que dobram a experiência ganha nas lutas) e temáticas recorrentes (a caça pelos Golems, uso principal de armas de fogo), o jogo ainda traz “aparições especiais” de heróis dos capítulos anteriores, que surgem em outros papéis para compartilhar sua sabedoria – Ashley, o protagonista de Wild Arms 2, por exemplo, tornou-se um pacato padeiro. É também um jeito de estender as comemorações de aniversário aos fãs, que apoiaram a série por tanto tempo.

É claro, nenhuma dessas referências vai provocar sorrisos em quem nunca puxou o gatilho em Wild Arms, e tanto a premissa da história quanto os personagens (e alguns dos diálogos) podem parecer relativamente rasos em comparação a alguns jogos recentes, como a trilogia Xenosaga ou o ainda como o Final Fantasy XII. Mas o grande trunfo do game é justamente esse: é uma sinceridade, uma simplicidade impressionante – que aliada aos personagens expressivos, bonitos e carismáticos, formam um conjunto quase irresistível… mesmo que a dublagem americana torne algumas conversas irritantes ou vergonhosas. É um RPG dos mais clássicos, com exploração livre no “Mapa Mundi”, calabouços, encontros aleatórios e um bando de crianças de anime querendo salvar o mundo, e desse jeito, está mais que bom.

Outro dos grandes atrativos de Wild Arms 5 é o HEX, nome dado ao sistema de combate. Herdado do quarto episódio da série, o HEX (que significa “Hyper Evolve X-Fire Sequence”, só pela curiosidade) mistura os encontros aleatórios de RPGs tradicionais com elementos de games de estratégia. Quando a batalha começa, o cenário é dividido em sete hexágonos (um central cercado por outros seis), que servem como “casas” para os heróis e monstros. A cada turno, você pode simplesmente fazer uma ação (como atacar, usar magias etc) ou andar uma casa e agir. O truque é que essas ações atingem as casas, não os “bonecos”. Uma magia de cura, por exemplo, recuperará a vida de todos os heróis que estiverem no hexágono-alvo – e o mesmo para ataques. Dessa forma, os confrontos tornam-se jogos de xadrez rápidos e emocionantes, onde cada movimento precisa ser bem pensado.

O game não é, porém, sem seus defeitos – eles existem, e são grandes. Os heróis de Wild Arms 5 são acometidos de uma crise séria, e que provavelmente assombrou os peregrinos na conquista do Velho Oeste: é difícil saber onde se está, ou para onde se está indo – é extremamente comum se perder. Grande parte da exploração é feita a pé, e cada parte tem suas dificuldades: o campo externo de Filgaia é enorme, e fica quase impossível saber para onde ir sem olhar constantemente o mapa. Já os calabouços são compostos de diversas salas quase idênticas entre si, e vale mais a pena ficar na tentativa e erro do que tentar decifrar os diagramas oferecidos pelo jogo. Pelo menos no segundo caso é possível desligar os encontros aleatórios depois que se derrotam chefes especiais, mas isso geralmente só acontece perto do final dos cenários.

Os menus, terminologias e outros aspectos mecânicos do game são ainda mais complexos, e podem confundir até alguns veteranos dos RPGs. São apresentadas, por exemplo, diversas siglas e abreviações de termos que não são explicadas em momento algum a não ser que você compre o tutorial em alguma loja – em alguns casos, nem o manual do produto dá explicação. Isso faz com que alguns dos elementos de jogabilidade simplesmente passem despercebidos, apesar de terem sua importância. Wild Arms 5 é um jogo essencialmente para quem é hardcore (e mesmo esses vão ter de ler muito para entender certas coisas). Por um lado, esse aspecto mais clássico do game é um bom atrativo para quem é do tempo do Super NES, mas aqueles que estão acostumados aos cada vez mais mastigados games da série Final Fantasy podem ter problemas com tantos menus, nomes e coisas para entender.

Conclusão:

Mesmo assim, o novo Wild Arms é um jogo que pega você pela simpatia e pelo combate, e não te larga mais. Se você tiver um pouco mais de paciência para entender (ou tranquilidade para ignorar) alguns dos seus aspectos ele se torna realmente viciante para quem gosta do genero. Wild Arms 5 prova mais uma vez que mesmo com a nova geração, o PS2 ainda é o melhor console para RPGs.

1 Response to “Review: Wild Arms 5”


  1. 1 Sir Kao setembro 4, 2009 às 4:32 pm

    Olha, Bem legal a análise.

    Wild Arms foi o meu primeiro RPG de Playstation, lembro que fiquei fascinado na época, claro, só estava acostumado com RPGs de Super Nintendo. Mesmo assim, sempre foi um jogo muito bom, com músicas e enredo excelente.

    A partir do Wild Arms 2 não acompanhei mais a série, pois surgiram sistemas que se desvinculavam muito do charme “oldschool” do primeiro jogo. Mas ainda devo dar uma chance, parece que vale a pena.


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