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Biografias: Kratos (God of War)

Por: André Breder Rodrigues

O deus grego Zeus,Rei dos deuses,cria em determinada época uma relação de amor e traição com uma mortal. Dessa relação proibida acabou nascendo um bebê. Como foi profeciado que assim como Cronos destronou seu pai Urano e Zeus destronou seu pai Cronos,esse bebê destronaria Zeus. O Rei dos deuses,com medo,manda então a mulher se livrar do bebê,ou ele iria matá-la. Ela fez o que ele ordenou, em parte, pois sendo incapaz de matar seu próprio filho, apenas o abandona em uma estrada e foge.

O bebê acaba sendo encontrado por um grande guerreiro de Esparta, que com pena da criança, acaba levando-a consigo. Algum tempo depois o guerreiro colaca a criança abandonada em um programa de intenso treinamento para órfãos do exército. Essa criança se destacava das outras,não só por ser a mais forte, rápida e ágil,mas também por fazer coisas que nem adultos teriam coragem de fazer. Por isso ganhou o nome de Kratos,em homenagem a Cratos,a personificação da força física e da brutalidade,outra característica da criança.

Ao completar 16 anos Kratos foi mandado para o exército. Bastante violento e sanguinário, não demonstrava receio algum por travar uma batalha. Graças à eficiência da sua crueldade durante numerosas guerras e à sua habilidade em manejar qualquer arma, ganhou destaque entre os outros guerreiros e rapidamente se tornou um dos melhores combatentes do exército espartano. Tendo depois começado com um exército de apenas cinquenta guerreiros a seu comando, em breve iria ter milhares de seguidores sob suas ordens.

Nunca foi derrotado em batalha, mas nunca esteve tão perto da derrota na luta em que enfrentou o destemido Rei dos Bárbaros e o seu exército de bárbaros em número visivelmente superior. Ao fim de várias horas de intenso combate e vendo o seu exército sendo vencido, e sua própria vida corrindo grande risco, Kratos faz um pacto com o deus da Guerra, Ares, para que este venha em seu auxílio. Em troca da derrota de seus inimigos e a salvação do restante de seu exército Kratos dedicaria o resto de sua vida as causas do deus da Guerra. Assim Ares fez com que Kratos, apodera-se de uma das armas mais cobiçadas por todos os grandes guerreiros, as Blades of Chaos (em português: Lâminas do caos), que são lâminas presas para sempre aos seus braços por correntes em brasa, como uma marca permanente do seu compromisso para com o deus, e usa-as para ganhar a batalha que se encontrava na derrota iminente. E como pagamento pela derrota de seus inimigos Kratos torna-se o melhor e o mais fiel servo de Ares.

Agora, como escravo do deus da Guerra, Kratos tornou-se ainda mais violento, mais destrutivo e ainda mais temido. Apesar de fazer tudo o que Ares lhe ordenava, nunca era suficiente para satisfazer o ambicioso deus, pois com Kratos, Ares quis criar o guerreiro invencível, ou seja, o campeão dos deuses, e havia algo que impedia Kratos de se dedicar única e exclusivamente as ganâncias de Ares: sua mulher e filha.

Sob a loucura e a sua sede de sangue, Kratos, numa noite em que cumpria a missão de destruir uma aldeia e seus habitantes nos arredores de Atenas que, segundo a informação de Ares, tratava-se de uma localidade onde havia algo oculto que ameaçava a sagrada cidade. Mas, enquanto que Kratos sempre fez durante a sua vida de escravo um serviço leal para com Ares, foi traído em uma armadilha montada pelo próprio Amo.

Dentro de um misterioso e sagrado Templo da aldeia, pelo qual era vigiado pelo Oráculo da aldeia e construído para os oradores em honra da deusa Atena, era o local onde se guardava o terrível segredo que viria a perseguir Kratos para sempre. O guerreiro espartano, e servo de Ares, é avisado pelo Oraculo do Templo que iria se arrepender amargamente se ali entrasse. Contudo, ignorando o aviso do Oraculo Kratos irrompe pelo Templo adentro esquartejando indiscriminadamente toda as pessoas que lá se encontravam. Mas é aqui que comete o seu terrível erro. Apesar dos avisos do Oráculo da aldeia e ignorando a sua própria intuição em que nunca deveria entrar naquele Templo, vê nas suas lâminas o sangue do horrendo crime que cometera, uma chacina que nunca se viria a esquecer. Estendidos no chão do Templo jazia a sua família que se encontravam entre os oradores da deusa; Kratos matara a mulher e a filha por engano.

Agora não existia nada que interferisse Kratos em se dedicar inteiramente ao serviço do deus da Guerra, porém, Ares não contava que uma violentíssima criatura como Kratos pudesse ter um coração tão cheio de amor pela sua mulher e pela sua filha. Foi uma traição injusta que Kratos, solenemente, jurou que um dia o deus da guerra se iria arrepender pelo que lhe tinha feito.

Kratos crema os corpos de sua mulher e filha, e as cinzas que se soltavam das chamas espalhavam-se pelo ar agarrando-se ao seu corpo, revestindo sua pele de branco, para que todo o mundo pudesse ver o crime que ele cometera e a terrível lembrança do pecado ficasse para sempre, enraizada em seu espírito. Kratos passou a carregar no seu corpo a morte da sua própria família, nascendo assim a lenda do fantasma de Esparta.

Texto adaptado do Wikipédia

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